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Quissamá O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba foi criado dia 28 de abril de 1998 com objetivo de preservar o patrimônio natural composto por diversos ecossistemas e possibilitar o desenvolvimento de pesquisas científicas e de programas para fins educacionais, paisagísticos e turístico. É trecho do litoral brasileiro que abriga o maior número de pesquisadores em atividade.Este interesse se deve a grande biodiversidade da fauna e flora de Jurubatiba. O parque abriga espécies que existem só ali, além de muitos animais com risco de extinção. Da fauna podemos destacar o jacaré do papo amarelo, o sabiá da praia, cachorro do mato, o tamanduá mirim, papagaio chauá, marrecos, lontras, tatus, capivaras, além de diversas aves migratórias que encontram na restinga um porto seguro. A região é considerada por pesquisadores como a área de restinga mais bem preservada do país, e se encontra praticamente intacta. A prefeitura de Quissamã sempre deu uma atenção especial ao ecossistema da restinga. 65% da extensão do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba ficam em Quissamã. A flora de Jurubatiba é maior atração turística do parque. Próximo ao litoral a vegetação é rasteira e posteriormente assume porte arbustivo. Conforme o afastamento podemos observar a vegetação arbórea nos diversos córregos presentes na região. Ali o visitante pode ver plantas frutíferas como pitanga, araçá, cambuí, e ornamentais; as bromélias, cactos, guriri, trepadeiras e até mesmo orquídeas. Algumas espécies apresentam uma floração de beleza rara como a Vanilla chamissonis, parente da baunilha além de certas orquídeas raras do mundo. O parque abrange 14.860 hectares de restinga, com 44 quilômetros de costa e contém ainda lagoas costeiras paralelas ou perpendiculares ao mar e rica biodiversidade sendo também um grande atrativo para pesquisadores. Mato de Pipa - mais antiga casa de Senhor de Engenho da região Norte Fluminense. Construída em 1777 por Manoel Carneiro da Silva, pai de José Carneiro da Silva, o 1º Visconde de Araruama. A casa foi tombada pelo Inepac em 1985. A casa hospedou Eusébio de Queirós e também foi visitada por D. Pedro II em 1947 . |
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Prefeitura - Construída em 1870 para estabelecimento educacional dos netos do Visconde de Araruama, foi transformada em escola pública, convento e colégio de freiras. Hoje funciona a prefeitura municipal. Ao lado, seguindo os padrões do prédio original, foram construído anexos para abrigar toda a administração pública. Machadinha - Construída pelo 2º Visconde Ururay em 1867. A sede está em ruínas, mas possui as senzalas habitadas e preservadas. A fazenda hospedou por diversas ocasiões o Duque de Caxias, que era sogro do Visconde. O ambiente histórico foi tombado pelo Inepac em 1978, que é composto pelas ruínas da casa grande, três alas de antigas senzalas, armazém e capela. A prefeitura está restaurando as senzalas (uma ala composta por 10 casas já foi entregues aos moradores). Museu Casa Quissamã - A casa que foi construída em 1826 pelo Visconde de Araruama, recebeu o Imperador D. Pedro II por diversas vezes. A intervenção da Prefeitura, após aquisição do patrimônio arquitetônico em 2002, permitiu a transformação do solar no Museu Casa Quissamã, inaugurado em 12 de junho de 2006. Sobradinho - O antigo sobradinho, construído em 1877, foi adquirido pela Prefeitura em 2005. O prédio foi reconstituído respeitando as características originais e hoje abriga o Centro Cultural Sobradinho. Com dois andares, é o primeiro prédio público do município a dispor de um elevador visando permitir acesso para quem possui dificuldades de locomoção. Usina - O Engenho Central de Quissamã, foi o primeiro da América do Sul. Inaugurado em 1877, possui até hoje máquinas a vapor. As locomotivas utilizadas para transportar os barões e viscondes até a vila, e também a cana de açúcar das fazendas para a Usina, ainda se encontram no pátio da indústria desativada. Mandiqüera - O solar, edificado entre 1879 e 1875, foi residência de Bento Carneiro da Silva, o Conde de Araruama. É um dos solares mais luxuosos do interior do Estado do Rio e o que mais facilmente retrata a nobreza daquela época. São Manuel - Construída em 1886 por Manuel Pinto Carneiro da Silva, filho do Conde de Araruama e um dos primeiros agrônomos do país. Seu estilo eclético impressiona pela imponência. A casa foi inspirada no solar de Mandiqüera. Casa da Família Silva - Construída em 1920, também guarda o estilo chalé romântico. Seu grande quintal, repleto de árvores centenárias, abrigou grandes festas no passado. Santa Francisca - Construída em 1852 pelo Barão de Vila Franca, Inácio Francisco Silveira da Mota, ex-governador do Ceará e do Rio de Janeiro casado com a filha do Visconde de Araruama, Francisca de Velasco de Castro Carneiro da Silva. São Miguel - Construída em 1908, pelo químico francês Ms Bondaine, gerente da Companhia Engenho Central de Quissamã, foi adquirida por José Francisco Tinoco Carneiro da Silva que reformula a fachada do solar, estilo bangalô americano. São Domingos - Construída em 1915 pelo Dr. Jorge Caldas possui arquitetura semelhante às casas das chácaras urbanas do final do século XIX, que buscavam a ruralização do ambiente urbano. Mas aqui ocorre o inverso: a urbanização do ambiente rural. Morro do Pilar - Construída em 1899 por Bento Ribeiro de Castro. A construção é de dois pavimentos, assemelhando-se mais aos solares rurais de Campos. Trindade - Construída por José Francisco Tinoco Carneiro da Silva, no estilo chalé romântico, comum no final do século XIX. Adilson dos Santos Casa da família Chagas - não há registros da data de sua construção, mas guarda o estilo colonial, sendo portanto uma das poucas residências da cidade que mantêm esta característica. Chácara de São João - Construída em 1882 pelo Barão do Monte do Cedro para moradia urbana da família. Em estilo chalé, a casa abrigava grandes saraus nos fins do século XIX e início do século XX. Vila Evelina - Construída em 1917, por João José de Almeida Pereira. Situada nas terras da fazenda Mato de Pipa, a casa em gracioso estilo chalé tem influência eclética. Rodeada de jardins sua implantação é marcada pelo gosto romântico, característico da época. Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro - Construída em 1921 a matriz obedece ao modelo arquitetônico eclético europeu, uma tendência deste início de século. Este estilo repercutiu por toda a vila que teve grande crescimento neste momento da história do município. Coreto da Praça da Matriz - Construído em 1915, pelo centenário da antiga matriz tem estilo romântico, com lambrequins. Foi tombado pelo INEPAC em 1985. Espaço Cultural José Carlos de Barcellos - construído em 1997, reúne um rico acervo de documentos, pinturas e mapas. Canal Campos-Macaé - É uma das obras mais importantes do Império de Pedro II. A construção do canal iniciou em 1844 e terminou em 1872, feita na maior parte por mãos de escravos. Sua função era escoar a produção agrícola, fundamentalmente a açucareira, das fazendas e hoje a prefeitura draga constantemente para a irrigação de propriedades rurais. O canal é tombado pelo INEPAC. O Museu Casa Quissamã, inaugurado em 12 de junho de 2006, é um importante patrimônio histórico do ciclo da cana-de-açúcar, O solar é uma preciosidade construída em 1826 pelo Visconde de Araruama e recebeu inúmeros membos da nobreza brasileira, como o Imperador D. Pedro II, a Princesa Isabel e Duque de Caxias. O acervo é composto por peças originais e réplicas do século XIX, que formam um interessante recorte da produtiva e pujante vida no interior do Rio de Janeiro. São quadros, móveis, peças sacras, fotografias e peças de indumentária, que retomam a aura do período imperial, vivido por uma ótica diferente da corte instalada na capital. Visitação: 5ª feira - 13h às 17h 6ª feira - 9h às 13h Sábado - 9h às 11h / 13h às 17h Domingo - 9h às 13h Entrada franca. Agendamento para grupos pelo telefone (22) 2768-1332 |